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Servidores dos hospitais universitários de Campo Grande e Dourados iniciaram uma paralisação nesta segunda-feira (30). A administração e os profissionais negociam o retorno às atividades.
Os atendimentos de emergência e os serviços essenciais de saúde não foram afetados.
O sindicato dos servidores pede à HU Brasil, antiga Ebserh, reajuste com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e reposição de 11% das perdas da pandemia. Em Dourados, também são reivindicados reposição de 25% das perdas, reajuste do piso salarial e inclusão de cesta básica com auxílio alimentação.
Em Campo Grande, no hospital da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), cerca de 40% dos 900 servidores aderiram à paralisação. Desse grupo, 70% são da área administrativa e 30% da assistência à saúde, como enfermeiros, técnicos de enfermagem e de laboratório. Na enfermaria, metade dos profissionais está parada.
Em Dourados, no hospital da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), 110 trabalhadores estão paralisados, de um total de mil servidores. O sindicato pede que a gestão suspenda cirurgias eletivas e o recebimento de novos pacientes.
A HU Brasil informou que está em negociação com os sindicatos, com mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) desde a última terça-feira (24). Uma reunião entre as partes está marcada para a tarde desta segunda-feira, para discutir a paralisação e buscar um acordo.
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