Espaço para comunicar erros nesta postagem
O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados (MS), informou que investiga mais três mortes suspeitas de Chikungunya, entre as quais uma menina de 10 anos e um homem de 63 que morava na Reserva Indígena do município. Além disso, foi revelado que 43 pessoas estão internadas em razão de complicações da doença.
A cidade já tinha confirmada seis mortes pela doença, todos moradores da Reserva Indígena. O homem de 63 anos estava internado no Hospital Unimed e era morador do Parque das Nações II, região onde foi diagnosticado o avanço mais forte da doença e, justamente, onde as equipes de saúde encontram dificuldade para realizar as ações preventivas.
Números do Informe Epidemiológico divulgado nesta segunda-feira (13) apontam que a situação epidemiológica nas aldeias indígenas de Dourados segue grave com 2.012 casos prováveis registrados, 1.461 casos confirmados, 479 casos descartados, 545 casos em investigação, totalizando 2.485 notificações e 399 atendimentos hospitalares. “As equipes estão trabalhando intensamente no enfrentamento à epidemia na Reserva Indígena e também para conter o avanço da doença nos bairros de Dourados”, explica o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, coordenador do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública.
De forma geral, a situação epidemiológica em Dourados segue em alta, com 3.572 casos prováveis, 1.634 casos confirmados, 714 casos descartados e 2.652 casos em investigação. Dourados tem hoje 43 pacientes internados em razão de complicações por Chikungunya, sendo 6 no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá), 16 no Hospital Universitário HU-UFGD, 5 no Hospital Cassems, 9 no Hospital Regional, 2 no Hospital Unimed, 2 no Hospital da Vida e 3 no Hospital Evangélico Mackenzie.
O Informe Epidemiológico destaca, ainda, que a curva de positividade da Chikungunya em Dourados manteve-se em níveis extremamente elevados ao longo do período analisado, o que indica intensa circulação viral. “Ainda que haja leve redução, os valores permanecem muito acima dos parâmetros considerados adequados em vigilância epidemiológica, sugerindo que a epidemia segue ativa. A taxa de positividade é um importante indicador da intensidade de transmissão, sendo que valores elevados refletem maior circulação do agente infeccioso”, destaca o documento.
As notificações de casos suspeitos de Chikungunya dispararam na região do Parque das Nações II e mesmo assim parte dos moradores não colaboram com as ações de combate aos focos. “Não estamos conseguindo instalar as Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), espécie de armadilhas que funcionam com recipientes com água e uma tela impregnada com larvicida que chega a reduzir em até 66% os focos do mosquito Aedes Aegypti”,afirma o secretário municipal de Saúde.
O secretário revela que os agentes de controle de endemias estão encontrando dificuldades em instalar as armadilhas e também em fazer o controle dos focos. “Moradores estão impedindo a instalação das Estações Disseminadoras de Larvicidas por acreditarem que as armadilhas vão atrair o Aedes aegypti para dentro da casa ou do quintal deles, quando na verdade o mosquito já está lá e nossa intenção é conter os focos”, diz o secretário.
Publicado por:
Antena 67
Antena 67 é um portal de notícias criado em 2022, em Dourados–MS, com o compromisso de informar com credibilidade, responsabilidade e verdade. Levamos ao leitor notícias de Dourados, de Mato Grosso do Sul, do Brasil e do mundo, conectando fatos,...
/Dê sua opinião
Qual o seu nível de satisfação em relação ao serviço público prestado?
Para participar desta enquete, realize o login em sua conta!
Login Cadastre-seNossas notícias
no celular