Neymar voltou a vestir a camisa da Seleção Brasileira nesta quarta-feira (24), encerrando um jejum de 981 dias sem atuar pelo Brasil. O atacante entrou no segundo tempo da vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, resultado que garantiu a classificação da equipe para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.

Aos 34 anos, Neymar disputou sua 14ª partida em Mundiais ao substituir Matheus Cunha aos 31 minutos da etapa final. Recuperado de uma lesão na panturrilha que o afastou dos gramados por cinco semanas, o camisa 10 fez sua primeira aparição pela Seleção desde o fim de 2023.

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Mesmo longe do auge e após perder espaço no debate sobre os maiores nomes do futebol mundial para Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, Neymar segue sendo uma figura simbólica para os brasileiros. O atacante foi ovacionado pela torcida presente no estádio de Miami e teve seu nome cantado enquanto se aquecia à beira do campo.

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A partida, no entanto, teve outro protagonista. Vinicius Júnior comandou o setor ofensivo brasileiro e foi o principal destaque da vitória. O atacante marcou dois gols — um deles nos acréscimos do primeiro tempo — e ainda teve um terceiro anulado após revisão do VAR.

Com velocidade, mobilidade e participação constante nas jogadas de ataque, Vini Jr. criou dificuldades para a defesa escocesa durante toda a partida. O jogador esteve perto de se tornar o primeiro brasileiro a marcar um hat-trick em Copas do Mundo desde Pelé, em 1958.

A presença de Neymar no Mundial gerou debates quando foi confirmada pelo técnico Carlo Ancelotti. No entanto, a atuação diante da Escócia reforçou que o cenário da Seleção mudou. Se em outros ciclos o Brasil dependia do camisa 10 para desequilibrar as partidas, agora encontra em Vinicius Júnior sua principal referência ofensiva.

Para Ancelotti, que busca conduzir o Brasil ao sexto título mundial, Neymar surge como uma opção valiosa no elenco, mas o protagonismo atualmente pertence ao atacante do Real Madrid.

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FONTE/CRÉDITOS: juliamachado