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A indígena Ereni Benites, 35 anos, pertencente ao povo Kaiowá, foi morta na aldeia Tekoha Paraguassu, município de Paranhos (MS). O corpo foi encontrado totalmente carbonizado neste domingo, 8 de março (quando se celebra o Dia Internacional da Mulher).
A morte dela foi divulgada pela organização Kuñangue Aty Guasu, que reúne mulheres indígenas Guarani e Kaiowá. Conforme a entidade, Ereni foi queimada criminosamente dentro de sua residência.
O crime teria sido praticado na madrugada deste domingo, e ainda está sendo investigado pela polícia local. O principal suspeito é o ex-marido de Ereni, pois foi o último a ser visto com a vítima, ainda de acordo com relato da organização.
O homem, segundo informações extra-oficiais, estaria tentando reatar o casamento, o que a vítima rejeitava. Ele teria sido visto bebendo em bares da região e teria, inclusive, negado o crime. Porém, o caso segue sob investigação e a polícia ainda não se manifestou.
"Mais uma vez, uma mulher indígena Kaiowá tem sua vida brutalmente interrompida pela violência. Este crime evidencia a urgência de olhar para a realidade que muitas mulheres indígenas enfrentam dentro e fora dos territórios: violência, silêncio e falta de proteção do Estado", diz nota da organização.
"Não podemos naturalizar mais uma morte! Não podemos permitir que mais uma mulher indígena seja esquecida.Exigimos investigação rigorosa, justiça e proteção às mulheres indígenas. ✊🏽 Justiça por Ereni Benites!", completa.
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