O pré-candidato à presidência Romeu Zema (Novo) fez uma nova publicação da sua série de vídeos nomeada de “Os Intocáveis” neste sábado (25). Em novo vídeo, Zema retrata uma ligação em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes pede ao ministro Alexandre de Moraes que inclua o ex-governador mineiro no inquérito das Fake News, que tem a relatoria de Moraes.

“Você não tem aquele Inquérito das Fake News que já está aberto há sete anos? Onde você coloca tudo que não te agrada, te irrita ou te contraria emocionalmente?”, diz a representação de Gilmar Mendes a Moraes.

“Claro que cabe mais um inimigo nosso”, diz o boneco de Moraes. “Quer dizer, da democracia, é claro”, responde o fantoche de Gilmar Mendes.

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O vídeo também relembra quando Gilmar Mendes disse que Zema fala um dialeto “próximo do português”, ao se referir ao sotaque mineiro, já que muitas vezes não entende o que o ex-governador quer dizer. “Tira do ar (a série ‘Os Intocáveis’) e prende esse Chico Bento mineiro”, ironiza o vídeo.

Neste sábado, Zema já havia dito que avalia entrar com medidas jurídicas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, por falas xenofóbicas. “O jurídico meu, do partido, está avaliando. É uma fala ofensiva, xenofóbica, que destrata milhões de brasileiros”, disse Zema, também neste sábado, em entrevista à Itatiaia.

“Se ele teve oportunidade de estudar na Alemanha, em Coimbra, parabéns para ele. Ele parece se considerar, como os intocáveis de Brasília, uma casta superior. Enquanto está vivendo no luxo, nós brasileiros que trabalhamos estamos vivendo no lixo”, acrescentou Zema.

O posicionamento do ex-governador vem em um momento de tensão entre os dois políticos que começou após Zema publicar um vídeo de sátira, no dia 1º de março, que retrata o magistrado pedindo uma troca de favores ao ministro Dias Toffoli em meio ao escândalo do Banco Master. Após as postagens do mineiro, Gilmar Mendes enviou uma representação ao ministro Alexandre de Moraes na segunda-feira (20) pedindo a investigação do pré-candidato à Presidência. O ministro apontou a suspeita de indícios de crime na publicação.

FONTE/CRÉDITOS: Jovem Pan