A produtora de biocombustíveis brasileira Be8 decidiu ​expandir as operações para a Itália, com ​uma filial em Milão, o que poderá facilitar os negócios com os países da União Europeia, afirmou a empresa à Reuters nesta quinta-feira.

A Be8, que já tem operações na Suíça — um país que não integra a União Europeia, diferentemente da Itália –, avalia que as operações italianas ⁠poderão servir como base ​de exportações de biocombustíveis e de matérias-primas para a Europa ​como óleo de soja, gorduras, óleo de cozinha usado e insumos ⁠residuais.

“Este é mais um passo importante ⁠para o cumprimento do nosso planejamento estratégico e para ​a ‌ampliação da presença geográfica da companhia com a oferta de energia ⁠renovável”, disse o presidente da Be8, Erasmo Carlos Battistella.

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O empresário disse que o grupo, um dos maiores produtores de biodiesel do Brasil, não descarta investir ‌em ⁠produção de ‌biocombustíveis na Itália, em momento em que o acordo comercial entre União Europeia e o Mercosul acaba de começar a vigorar.

“Isso (o investimento em produção) ⁠dependerá da demanda a ser desenvolvida ⁠nos próximos anos”, frisou Battistella.

Além de atuar na exportação de produtos, a empresa avalia ‌investir numa estrutura logística na Itália, que funcionará como ponto de conexão e distribuição na região.

Para isso, a unidade buscará obter certificações de sustentabilidade, cumprindo critérios de rastreabilidade.

O grupo já mantém um escritório comercial ‌em Genebra e uma unidade industrial de biodiesel em Domdidier, na Suíça.

A companhia, com sede em Passo Fundo (RS), investe atualmente em uma ⁠unidade de etanol de trigo no Rio Grande do Sul, com previsão de inauguração no ano que vem.

Com unidades no Paraná, Mato Grosso, ​Piauí, Pará e Paraguai, a empresa tem entre os seus produtos um ​biodiesel bidestilado e aditivado chamado BeVant, que pode substituir 100% o diesel, sendo utilizado em várias iniciativas, entre elas a Copa Truck, competição de caminhões no Brasil.

(Por Roberto SamoraEdição ‌de Pedro Fonseca)

FONTE/CRÉDITOS: reuters