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Polvos gigantes, que chegavam a medir 19 metros de comprimento, estavam entre os principais predadores oceânicos há cerca de 100 milhões de anos, segundo uma nova pesquisa que descobriu fósseis raros escondidos em rochas sólidas.
Um estudo publicado na revista Science relata que espécimes notavelmente bem preservados das poderosas mandíbulas dos polvos mostram sinais de intenso desgaste causado pela trituração de presas duras, incluindo conchas e ossos.
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“Isso sugere que esses polvos gigantes podem ter funcionado como predadores de topo no mar do Cretáceo”, disse à CNN o coautor do estudo, Yasuhiro Iba, professor associado de ciências da Terra e planetárias da Universidade de Hokkaido, no Japão.
“Ficamos surpresos. O registro fóssil de polvos é extremamente limitado, então encontrar animais tão grandes e ecologicamente importantes no oceano Cretáceo superou nossas expectativas”, acrescentou.
Os animais extintos, cientificamente denominados Nanaimoteuthis, tinham entre 7 e 19 metros de comprimento. Os pesquisadores estimaram seu tamanho total por meio de extrapolação a partir do tamanho dos espécimes de bico.
De acordo com o estudo, essas criaturas colossais estavam entre os primeiros polvos com nadadeiras, que possuem nadadeiras em forma de remo na cabeça, registrados cientificamente.
Veja dinossauros e descobertas arqueológicas
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1 de 37Descobertas 2026 (1) - Nova pesquisa aponta que Tyrannosaurus rex (T.rex) leva cerca de 35 anos para atingir o tamanho máximo, com até oito toneladas • ROGER HARRIS/SPL - Getty Images
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2 de 37Descobertas 2026 (2) - Através de restos no intestino de um filhote de lobo siberiano, de 14 mil anos, cientistas encontraram vestígios de uma "refeição" que permitiram sequenciar o genoma do rinoceronte-lanudo, da era glacial • Mietje Germonpré
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3 de 37Descobertas 2026 (3) - Cerâmica Halafiana de uma escavação em Arpachiyah, Iraque. Imagens de plantas pintadas em cerâmica feitas há até 8.000 anos podem ser o exemplo mais antigo do pensamento matemático humano • Yosef Garfinkel
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4 de 37Descobertas 2026 (4) - Cientistas analisam múmia de guepardo com cerca de 2 mil anos que foi encontrada em cavernas no norte da Arábia Saudita. A descoberta permitiu coletar o DNA do animal • Communications Earth and Environment/Ahamed Boug/Divulgação
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5 de 37Descobertas 2026 (5) - Pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências Sociais encontraram fossas de 3.000 anos com restos mortais de grandes felinos, que sugerem a existência de um "zoológico" antigo na China • Chinese Academy of Social Sciences
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6 de 37Descobertas 2026 (6) - O contorno de uma mão feita com pigmento vermelho na parede de uma caverna na Indonésia, há pelo menos 67.800 anos, pode ser a arte rupestre mais antiga do mundo, segundo um novo estudo Universidade Griffith. • Maxime Aubert/Griffith University
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7 de 37Descobertas 2026 (7) - Estudo arqueológico em obras antigas mostra práticas incomuns de tratamento durante a Renascença: uma delas era esfregar fezes humanas na cabeça para tentar reverter a calvície • Instituto de Pesquisa e Biblioteca John Rylands/Universidade de Manchester
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8 de 37Descobertas 2026 (8) - Piscinas monumentais, um santuário possivelmente dedicado ao culto de Hércules e dois túmulos da época republicana foram descobertos durante escavações arqueológicas preventivas em Roma. • Superintendência Especial do Ministério da Cultura de Roma
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9 de 37Descobertas 2026 (9) - A zooarqueóloga do Museu Arqueológico Nacional da Academia Búlgara de Ciências, Stella Nikolova, encontrou dezenas de esqueletos de cães com marcas de cortes na Bulgária. A descoberta releva que pessoas comiam carne canina há 2,5 mil anos • Stella Nikolova / BNSF
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10 de 37Descobertas 2026 (10) - Pesquisadores descobriram em uma pedreira no sul da China, uma coleção de fósseis com cerca de 512 milhões de anos. A descoberta contém 153 espécies, de 16 grupos diferentes, pelo menos 59% dos novos animais são de origem desconhecidas e, não eram catalogados por seres humanos até o momento • Han Zeng
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11 de 37Descobertas 2026 (11) - Um grupo de paleontólogos da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) publicou um estudo sobre a descoberta de uma nova espécie réptil a partir de um fóssil de 240 milhões de anos. O fóssil de crânio de apenas 9,5 milímetros, encontrado no município de Novo Cabrais, interior do RS, revelou uma nova espécie de pararéptil. Os paleontólogos a nomearam de Sauropia macrorhinus • Ilustração de Caetano Soares/UFM
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12 de 37Descobertas 2026 (12) - Uma nova espécie de anfíbio do Período Jurássico — que recebeu o nome científico Nabia civiscientrix — foi identificada na região da Lourinhã, em Portugal. Os pequenos fósseis foram descobertos em uma investigação do paleontólogo Alexandre Guillaume. O estudo foi publicado no Journal of Systematic Palaeontology. • Ilustração de Eva Carret
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13 de 37Descobertas 2026 (13) - Arqueólogos descobriram uma tumba zapoteca de 1.400 anos no sul do México, adornada com entalhes complexos, que foi considerada "a descoberta arqueológica mais significativa da última década". Acredita-se que uma escultura da cabeça de um homem dentro do bico de uma coruja represente o indivíduo sepultado no túmulo • Divulgação / Luis Gerardo Peña Torres INAH
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14 de 37Descobertas 2026 (14) - Pesquisadores encontraram o esqueleto de uma pessoa da Idade da Pedra enterrada há 12.000 anos em uma caverna na Itália. Segundo o estudo, o esqueleto era de uma adolescente com uma forma rara de nanismo. • Adrian Daly
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15 de 37Descobertas 2026 (15) - Arqueólogos que trabalhavam perto de Cambridge, na Inglaterra, descobriram uma vala cheia de esqueletos, com cerca de 1.200 anos, que revelam mortes de forma violenta • David Matzliach/Unidade Arqueológica de Cambridge
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16 de 37Descobertas 2026 (16) - Um dinossauro minúsculo e herbívoro descoberto no norte da Espanha pode mudar a compreensão dos cientistas sobre a evolução dos dinossauros que se alimentavam de plantas. A nova espécie — batizada de Foskeia pelendonum — viveu há cerca de 120 milhões de anos, durante o início do Cretáceo, e media pouco mais de meio metro de comprimento • Martina Charnell
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17 de 37Descobertas 2026 (17) - Pesquisadores na Turquia descobriram evidências físicas de que os romanos utilizavam fezes humanas em tratamentos médicos, de acordo com um estudo publicado no Journal of Archaeological Science: Reports. • Cenker Atila
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18 de 37Descobertas 2026 (18) - Cientistas desenterraram, na província canadense da Nova Escócia, o crânio de uma criatura que viveu há cerca de 307 milhões de anos. O animal é considerado um dos vertebrados terrestres herbívoros mais antigos já conhecidos e representa um momento crucial na evolução da vida animal em terra firme. A criatura, chamada Tyrannoroter heberti, possuía um crânio de formato levemente triangular • Reprodução/Field Museum
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19 de 37Descobertas 2026 (19) - Escavações revelaram a existência de um cemitério destinado para abrigar indigentes em Le Mans, no noroeste da França. A descoberta foi feita após análise de um mapa da cidade datado de 1736 • Inrap
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20 de 37Descobertas 2026 (20) - Reconstrução artística de um Haolong dongi juvenil do Cretáceo Inferior da China. Cientistas identificaram uma nova espécie de dinossauro que apresenta características nunca antes documentadas. O fóssil, datado de aproximadamente 125 milhões de anos, pertence a um iguanodontiano juvenil excepcionalmente preservado, incluindo partes da pele • Fabio Manucci
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21 de 37Descobertas 2026 (21) - Arqueólogos na Espanha descobriram um osso de elefante de 2.200 anos atrás e acreditam que ele pertencia a um animal que serviu como "máquina de guerra" em um exército enviado para invadir a República Romana . • Agustín Lopez Jimenez
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22 de 37Descobertas 2026 (22) - Um pequeno objeto chamado estatueta Adorante, descoberto em uma caverna na Alemanha em 1979 e produzido há cerca de 40 mil anos por alguns dos primeiros povos a estabelecer uma cultura distinta na Europa, apresenta sequências intrigantes de entalhes e pontos. Numerosos outros objetos produzidos por essa mesma cultura exibem marcas semelhantes. • Foto: Landesmuseum Wuerttemberg/Hendrik Zwietasch/Divulgação via REUTERS
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23 de 37Descobertas 2026 (23) - Na imensidão branca do Vale de Taylor, na Antártica Oriental, uma imagem parece ter saído de um filme de ficção científica: um líquido vermelho escuro e espesso escorre pela face imaculada da Geleira Taylor, caindo em direção ao Lago Bonney. Conhecido como "Cachoeiras de Sangue", esse fenômeno visualmente chocante é, na verdade, uma salmoura rica em ferro. • National Science Foundation/USA
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24 de 37Descobertas 2026 (24) - Pesquisadores encontraram na Patagônia um esqueleto bem preservado e quase completo de um dos menores dinossauros conhecidos do mundo, chamado Alnashetri cerropoliciensis. Ele tinha aproximadamente o tamanho de um corvo e provavelmente caçava pequenos animais como lagartos, cobras, mamíferos e invertebrados. • Gabriel Diaz Yantein, Universidad Nacional de Rio Negro/Divulgação via REUTERS
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25 de 37Descobertas 2026 (25) - Os primeiros fósseis de pelicossauros do Brasil foram encontrados no interior do Piauí por uma equipe coordenada pelo professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Juan Carlos Cisneros. A descoberta foi divulgada em artigo publicado na revista científica Journal of Vertebrate Palaeontology • Arquivo/ Juan Carlos Cisneros
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26 de 37Descobertas 2026 (26) - Paleontólogos identificaram uma nova espécie de grande réptil marinho pré-histórico, que viveu nos oceanos há cerca de 70 milhões de anos. O animal, chamado Pluridens imelaki, foi descoberto em depósitos fossilíferos no Marrocos • Diversity
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27 de 37Descobertas 2026 (27) - A análise de uma grande tíbia desenterrada em um local remoto no noroeste do Novo México na década de 1970, mostra que ela pertence a um parente próximo do Tyrannosaurus rex, que viveu milhões de anos antes desse enorme dinossauro carnívoro, e que potencialmente foi um ancestral direto. • Chase Stone
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28 de 37Descobertas 2026 (28) - Cientistas brasileiros identificaram uma nova espécie de dinossauro gigante com ligações a um animal semelhante encontrado na Espanha, reforçando o conhecimento de que rotas terrestres conectaram partes da América do Sul, África e Europa há cerca de 120 milhões de anos. Batizada de Dasosaurus tocantinensis, a espécie é uma das maiores encontradas no país sul-americano • Reprodução
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29 de 37Descobertas 2026 (29) - Uma das três páginas desaparecidas do manuscrito Palimpsesto de Arquimedes, escrito no século 10°, foi encontrada no Museu de Belas Artes de Blois, localizado no centro da França. A descoberta foi feita por Victor Gysembergh, pesquisador do CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica) no Centro Léon Robin para Pesquisa do Pensamento Antigo • Centro Nacional de Pesquisa Científica
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30 de 37Descobertas 2026 (30) - Um crânio e mandíbula fossilizados encontrados no Níger pertenciam a uma criatura que possuía uma grande crista óssea no topo da cabeça e viveu há cerca de 95 milhões de anos. Batizada de Spinosaurus mirabilis, é a primeira espécie de Spinosaurus a ser identificada em mais de um século • Dani Navarro/Universidade de Chicago
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31 de 37Descobertas 2026 (31) - Mandíbula do cão da Caverna de Gough (14.300 anos) em vista lateral. Os cães têm sido companheiros leais dos humanos desde que os tornamos nossos primeiros animais domesticados, descendendo há muito tempo dos lobos-cinzentos - embora o quando, onde e porquê exatos permaneçam sem resposta. Novas pesquisas genéticas estão agora oferecendo informações valiosas, incluindo a identificação do cão mais antigo conhecido, datado de 15.800 anos atrás • The Trustees of the Natural History Museum, Londres
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32 de 37Descobertas 2026 (32) - Um conjunto notável de fosseis da China está revelando que a vida animal se diversificou nos mares primordiais da Terra milhões de anos antes do que se pensava, com uma variedade de formas, incluindo membros antigos de um grupo que eventualmente deu origem aos vertebrados, incluindo os humanos. Paleontólogos desenterraram cerca de 700 fosseis de pequenos animais de corpo mole que viveram aproximadamente entre 546 e 539 milhões de anos atrás, durante o Período Ediacarano, revelando uma transformação drástica na vida animal da época. Muitos deles são estranhos e dificilmente reconhecíveis como animais para um leigo • Divulgação Xiaodong Wang
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33 de 37Descobertas 2026 (33) - Os dados tinham uma aparência diferente dos dados poliédricos com os quais estamos acostumados a jogar hoje em dia. Os mais antigos identificados no estudo eram conhecidos como "dados binários". Esses artefatos — encontrados em sítios arqueológicos do Período Folsom em Wyoming, Colorado e Novo México — datam de aproximadamente 12.800 a 12.200 anos atrás • Robert Madden
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34 de 37Descobertas 2026 (34) - Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Brasil, identificaram uma nova espécie de réptil de 230 milhões de anos com bico semelhante ao de um papagaio, descoberta no estado do Rio Grande do Sul • Reuters
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35 de 37Descobertas 2026 (35) - Pesquisadores que estudam um fóssil de 250 milhões de anos encontraram a primeira prova de que os ancestrais dos mamíferos punham ovos, e a descoberta também lança luz sobre uma notável história de sobrevivência. O fóssil, encontrado na África do Sul, pertence a um embrião enrolado de um Lystrosaurus, um ancestral dos mamíferos famoso por sobreviver a um evento de extinção ocorrido há 252 milhões de anos, conhecido como a "Grande Extinção", de acordo com um estudo publicado na revista PLOS One • Julien Benoit
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36 de 37Descobertas 2026 (36) - Assim como o Estreito de Ormuz , o Estreito de Gibraltar, que fica entre a ponta sul da Europa e a ponta noroeste da África, possui uma história de navegação e conflitos em suas águas. Arqueólogos espanhóis afirmam ter identificado 151 sítios arqueológicos subaquáticos, incluindo 124 naufrágios • Felipe Cerezo Andréo
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37 de 37Descobertas 2026 (37) - Polvos gigantes, que chegavam a medir 19 metros de comprimento, estavam entre os principais predadores oceânicos há cerca de 100 milhões de anos, segundo uma nova pesquisa que descobriu fósseis raros escondidos em rochas sólidas. Um estudo publicado na revista Science relata que espécimes notavelmente bem preservados das poderosas mandíbulas dos polvos mostram sinais de intenso desgaste causado pela trituração de presas duras, incluindo conchas e ossos • Yohei Utsuki/Universidade de Hokkaido
Raras evidências fósseis de polvos
Iba explicou que os polvos raramente fossilizam porque a maior parte de seus corpos é mole, com apenas algumas partes duras, como as mandíbulas, sendo preservadas após a morte. Os cientistas realizaram uma nova análise de 15 fósseis de mandíbulas gigantes encontrados anteriormente no Japão e na Ilha de Vancouver, no Canadá. Mas os pesquisadores não pararam por aí.
A equipe também desenterrou 12 mandíbulas fossilizadas de polvo, incrustadas em rochas sedimentares do período Cretáceo, datadas de 100 a 72 milhões de anos atrás. Os autores do estudo encontraram os espécimes usando uma técnica de imagem 3D chamada tomografia de moagem para criar conjuntos de dados de alta resolução, além de um modelo de IA, de acordo com o estudo.
Iba descreveu o método como uma abordagem de “mineração digital de fósseis”, que produziu modelos 3D dos fósseis de mandíbula.
Durante o período Cretáceo, dinossauros como o Tyrannosaurus rex, o triceratops e o velociraptor dominaram a Terra.
Até então, acreditava-se que predadores vertebrados, como grandes répteis marinhos, tubarões e peixes, dominavam os mares, disse Iba, mas os fósseis sugerem que os polvos também podem ter ocupado o topo da cadeia alimentar.
“Isso indica que os ecossistemas marinhos do Cretáceo eram mais complexos e incluíam uma gama mais ampla de predadores de topo do que se pensava anteriormente”, disse ele.
“Dentro desse ecossistema, o Nanaimoteuthis provavelmente usava seu corpo grande e braços longos para capturar presas e suas mandíbulas poderosas para processar alimentos duros”, acrescentou Iba. “Assim como os polvos modernos, ele pode ter dependido da inteligência para encontrar, capturar e consumir suas presas.”
Iba agora planeja expandir a mineração digital de fósseis, que ele acredita poder ajudar a descobrir organismos que antes eram indetectáveis no registro fóssil.
“Nosso objetivo é revelar os atores ocultos dos ecossistemas antigos e construir uma imagem muito mais completa de como os ecossistemas do passado realmente funcionavam”, disse ele.
Tim Coulson, professor de zoologia da Universidade de Oxford, na Inglaterra, que não participou do estudo, disse à CNN que “o trabalho apresentado no artigo é convincente e empolgante”.
“Esses animais provavelmente se alimentavam de outros animais e poderiam ter triturado ossos de peixes grandes e possivelmente de répteis marinhos, além de conchas. Seu tamanho sugere que eram predadores de topo, situados no topo da cadeia alimentar”, disse ele.
“Os autores argumentam que os padrões assimétricos de desgaste nas mandíbulas dos polvos apontam para evidências de inteligência”, acrescentou Coulson. “Embora plausível, não é possível afirmar com certeza o quão inteligentes esses animais eram.”
Jakob Vinther, professor associado d
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