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O governo de Minas Gerais definiu em R$ 47,23 o preço mínimo por ação na oferta pública que vai viabilizar a privatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), segundo fato relevante divulgado pela companhia nesta quarta-feira (28).
A definição do piso ocorre em meio a questionamentos ao processo de venda da participação do estado na empresa e após a apresentação de propostas de grupos interessados, como Aegea e Equatorial Energia, abaixo do esperado.
Além da divulgação do preço mínimo, a companhia informou uma alteração na quantidade máxima de ações adicionais que poderão ser ofertadas. O volume caiu de 19.135.730 para 19.035.730 ações após a identificação de bloqueios judiciais envolvendo 46.737 papéis de titularidade do governo mineiro.
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Pelo modelo desenhado pelo governo de Minas Gerais, a privatização será feita por meio de uma oferta pública secundária de ações. Na prática, o estado vende parte dos papéis que já possui na Bolsa, transferindo o controle acionário da companhia para a iniciativa privada, mas mantendo poder de veto em decisões estratégicas.
O objetivo do governo estadual é utilizar os recursos arrecadados com a operação para ajudar no pagamento da dívida de Minas Gerais com a União, estimada em cerca de R$ 180 bilhões.
O fato relevante também informa que serão divulgadas ainda o novo cronograma, as novas versões do prospecto preliminar, da lâmina da oferta e do aviso ao mercado abrangendo as mudanças.
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