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O diretor executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo FIFA 2026, Andrew Giuliani, afirmou que os Estados Unidos estão ampliando o acesso legal ao país para torcedores estrangeiros que desejam acompanhar o torneio, ao mesmo tempo em que mantêm políticas rigorosas de segurança e controle migratório.
Durante coletiva de imprensa, Giuliani destacou os esforços do governo norte-americano para reduzir significativamente os tempos de espera para emissão de vistos de turismo (B-1/B-2), especialmente em países da América do Sul.
Segundo ele, o Brasil é um dos principais exemplos desse avanço. Há dois anos, o tempo de espera para entrevistas de visto em cidades como Rio de Janeiro e Brasília chegava a cerca de 700 dias. Atualmente, o prazo foi reduzido para menos de um mês. Na Argentina, a espera caiu de aproximadamente 300 dias para menos de duas semanas, podendo chegar a apenas um dia, de acordo com informações repassadas pela embaixada dos Estados Unidos em Buenos Aires.
“Queremos que as pessoas possam vir aos Estados Unidos para aproveitar a Copa do Mundo, mas sem abrir mão dos procedimentos de segurança”, afirmou Giuliani.
Governo reforça discurso de imigração legal
Questionado sobre como o governo equilibra suas políticas migratórias com o papel de anfitrião de um evento global, Giuliani respondeu que visitantes que estiverem nos Estados Unidos de forma legal “não têm nada com que se preocupar”.
Ele ressaltou que o objetivo da administração é facilitar a entrada de turistas e torcedores, desde que todos os requisitos legais e de segurança sejam cumpridos.
“Precisamos garantir que saibamos quem está entrando no país, ao mesmo tempo em que recebemos o maior número possível de pessoas que vêm celebrar a Copa do Mundo”, afirmou.
Restrições para Irã e Haiti
Durante a coletiva, Giuliani também comentou a situação de países que enfrentam restrições migratórias mais severas. Segundo ele, entre as seleções classificadas para o Mundial, apenas Irã e Haiti enfrentam obstáculos significativos para obtenção de vistos.
No caso do Haiti, o representante da Casa Branca citou a elevada taxa de permanência irregular de cidadãos haitianos nos Estados Unidos, estimada por ele em cerca de 31%, como justificativa para as restrições atuais.
Questionado se haitianos poderiam obter vistos para acompanhar o torneio, Giuliani indicou que mudanças dependeriam de uma redução significativa desses índices.
Cooperação internacional contra hooligans
Outro tema abordado foi a cooperação entre governos para impedir a entrada de torcedores considerados de risco.
Giuliani revelou que a Argentina compartilhou informações sobre indivíduos envolvidos em episódios de violência relacionados ao futebol. Segundo ele, medidas semelhantes já são adotadas por países como a Inglaterra, que em alguns casos restringe ou revoga passaportes de torcedores identificados como hooligans durante grandes competições internacionais.
O dirigente elogiou a colaboração do governo argentino e afirmou que o trabalho conjunto tem ocorrido sem problemas relacionados à emissão de vistos para atletas, delegações e torcedores.
FIFA Pass dará prioridade a torcedores com ingressos
Uma das principais medidas anunciadas é a criação do chamado FIFA Pass, mecanismo que permite aos portadores de ingressos para os jogos terem prioridade na fila para agendamento da entrevista de visto.
De acordo com Giuliani, a iniciativa não altera os critérios de análise migratória nem flexibiliza os controles de segurança. O benefício consiste apenas em acelerar o acesso à entrevista consular.
“Se você possui um ingresso para a Copa do Mundo, poderá ser encaminhado para o início da fila para marcar sua entrevista. Mas todos os procedimentos de segurança continuarão exatamente os mesmos”, explicou.
Expectativa para o torneio
Ao encerrar a coletiva, Giuliani demonstrou confiança no sucesso da Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México.
Segundo ele, apesar das preocupações naturais que antecedem um evento dessa magnitude, a atenção do público deverá se voltar para o espetáculo esportivo assim que a competição começar.
“Estou ansioso para ver o primeiro gol ser marcado. Quando isso acontecer, as preocupações ficarão para trás e a história será o que acontece dentro de campo”, declarou.
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