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Autoridades dos EUA se reuniram neste mês com seus homólogos cubanos em Havana, disseram ambos os países nesta segunda-feira (20), enquanto Washington pressiona por reformas na economia estatal de Cuba em meio a uma crise energética e um bloqueio americano ao fornecimento de petróleo para a ilha.
Um funcionário do Departamento de Estado americano confirmou que a reunião ocorreu em 10 de abril, sob a supervisão do Secretário de Estado Marco Rubio, sem detalhar quais autoridades participaram das conversas. A reunião foi noticiada primeiramente pelo Axios.
“A delegação reiterou que a economia cubana está em queda livre e que as elites governantes da ilha têm uma pequena janela de oportunidade para implementar reformas importantes apoiadas pelos EUA antes que a situação piore irreversivelmente”, disse o funcionário em comentários compartilhados sob condição de anonimato.
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As conversas foram um sinal de que os dois países poderiam chegar a um acordo diplomático, mesmo que o presidente americano Donald Trump tenha insinuado uma possível ação militar contra a ilha após a operação americana em janeiro que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro da Venezuela, um aliado próximo de Cuba.
O avião que transportava a delegação americana foi a primeira aeronave do governo dos EUA a pousar em solo cubano desde 2016, sem contar a base americana na Baía de Guantánamo, disse o funcionário.
“O presidente Trump está empenhado em buscar uma solução diplomática, se possível, mas não permitirá que a ilha se transforme em uma grande ameaça à segurança nacional caso os líderes cubanos não estejam dispostos ou não sejam capazes de agir”, acrescentou o funcionário.
Alejandro García del Toro, responsável pelos assuntos americanos no Ministério das Relações Exteriores de Cuba, afirmou que nenhuma das partes estabeleceu prazos ou fez declarações ameaçadoras durante a reunião, que ele classificou como “respeitosa”.
“Eliminar o embargo energético contra o país era uma das principais prioridades da nossa delegação”, disse García del Toro.
As propostas americanas incluem a permissão para a instalação dos terminais de internet Starlink, empresa de Elon Musk no país, indenização para pessoas físicas e jurídicas americanas por bens confiscados por Cuba após a revolução de 1959, a libertação de presos políticos e a concessão de maiores liberdades políticas, afirmou o funcionário.
Os Estados Unidos também estão preocupados com a influência de potências estrangeiras na ilha, disse o funcionário.
Garcia del Toro afirmou que os Estados Unidos foram representados por funcionários de nível médio do Departamento de Estado e Cuba foi representada “no nível de vice-ministro das Relações Exteriores”.
Um alto funcionário do Departamento de Estado também se reuniu separadamente com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-presidente cubano Raúl Castro, que tem 94 anos e ainda exerce grande influência, disse o funcionário.
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