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A cidade de São Paulo sediará, neste sábado (20), o torneio internacional de robótica FIRST® LEGO® League. A fase regional da competição reunirá alunos de 6 a 10 anos de escolas públicas e particulares.
A etapa será realizada no Colégio Belo Futuro Internacional, das 8h às 13h. O Educacional apoia a realização do torneio e oferece o suporte pedagógico e tecnológico junto à LEGO® Education.
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Robótica e alfabetização em IA
Segundo especialistas, a Inteligência Artificial tem atuado como um potente catalisador de mudanças na educação, trazendo oportunidades concretas, mas também desafios estruturais.
“Alfabetizar alunos em Inteligência Artificial não significa transformar toda criança em um programador profissional, mas sim em um cidadão consciente e preparado para o seu tempo”, explica Alex Paiva, head do Educacional.
Para ele, a tecnologia pode otimizar e automatizar tarefas burocráticas: “A IA amplia a capacidade do professor quando bem integrada. O grande desafio das instituições hoje não é decidir se vão usar IA, mas como vão incorporá-la de forma ética, pedagógica e equitativa para que os alunos tirem o melhor proveito possível dessa nova realidade”.
De certa forma, saber como a inteligência artificial funciona desenvolve o pensamento crítico necessário para identificar informações falsas ou erradas e compreender os limites éticos do uso de dados.
Ou seja, a alfabetização em IA garante que os estudantes dominem as ferramentas digitais e façam escolhas informadas, em vez de serem apenas dominados ou direcionados por elas.
“No Brasil, a recente inclusão do eixo de Computação e Cultura Digital na BNCC e as discussões em curso sobre o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) para materiais de tecnologia sinalizam que esse movimento já chegou à política educacional — o que cria uma janela real de implementação nas redes de ensino”, analisa o especialista.
“Em síntese, a alfabetização em IA não é sobre tecnologia, e sim sobre autonomia. Garantir que os estudantes dominem as ferramentas digitais, e não sejam dominados por elas, é uma das apostas mais estratégicas que a educação pode fazer hoje”.
Acesso a tecnologias na educação pública
Para garantir que a tecnologia seja uma força de inclusão e não de exclusão, é fundamental sustentar as ações em três pilares integrados, segundo Alex Paiva, head do Educacional.
“São indispensáveis as políticas públicas focadas em infraestrutura básica, garantindo internet de qualidade e dispositivos adequados nas escolas públicas de todo o país. Depois, é preciso investir massivamente na formação continuada de professores, pois um educador preparado consegue extrair valor pedagógico e inovador mesmo de recursos tecnológicos simples”, explica ele.
Além disso, o especialista pontua que o foco curricular deve estar no letramento digital, não apenas no acesso ao aparelho.
“Se a escola privada ensina o aluno a criar e programar, enquanto a escola pública apenas o ensina a consumir conteúdo de forma passiva, a desigualdade aumenta. O direito de criar e pensar logicamente com a tecnologia deve ser universal”, reitera.
Tecnologia sem prejuízo
Abordar a tecnologia de forma equilibrada também é uma preocupação no âmbito educacional. Na educação básica, o modelo de ensino híbrido oferece uma estrutura sólida: as telas entram em momentos específicos e planejados, como para realizar uma pesquisa guiada, visualizar uma simulação científica ou praticar um jogo de lógica.
O restante do tempo pedagógico é preservado para interações presenciais, leitura em suporte impresso, debates em grupo, expressão artística e atividades motoras, dimensões do desenvolvimento que nenhuma tela substitui.
“ O segredo para esse equilíbrio está em tratar a tecnologia como um meio pedagógico estratégico, nunca como um fim em si mesma. Um dos exemplos mais bem-sucedidos desse equilíbrio na prática são as abordagens Maker e STEAM (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática)”, conta Alex Paiva.
O head da Educacional aponta que, nessas metodologias, a tecnologia aparece integrada a dinâmicas essencialmente mão-na-massa.
“O aluno pode usar um software de programação por blocos para, em seguida, montar fisicamente um circuito, construir uma maquete ou testar uma hipótese com materiais concretos. A tela tem função e tempo definidos — ela não é o centro da experiência, mas uma ferramenta dentro de um projeto maior. Isso reduz a exposição passiva e aumenta o engajamento ativo, que é exatamente o oposto da lógica de consumo de conteúdo que satura as crianças”, explica.
FIRST® LEGO® League Explore
O evento chega a São Paulo como uma forma de estimular o aprendizado em robótica para fortalecer o aprendizado ao colocar em prática conceitos que parecem abstratos. Esse processo desmistifica as disciplinas de exatas, transformando a ciência em uma jornada investigativa e divertida, em que errar faz parte do processo natural de inovação.
Pensando nisso, o FIRST® LEGO® League Explore reúne 26 equipes, das quais três delas serão selecionadas para participarem do evento nacional, que acontecerá em outubro.
“Essa seleção é feita a partir de critérios de uma rubrica, avaliando os estudantes não apenas em robótica e programação, mas também em criatividade e trabalho em equipe”, explica Alex Paiva, head do Educacional.
Os kits da LEGO® Education utilizados combinam os tradicionais blocos de montar da marca com componentes tecnológicos como motores e sensores. Os estudantes utilizam uma plataforma para programação, por meio de blocos, especialmente desenvolvida para o ensino fundamental.
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