O diretor de Política Econômica e de Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos do BC (Banco Central), Paulo Picchetti, negou nesta quinta-feira (25) que o Copom (Comitê de Política Monetária) tenha feito um “alongamento” do horizonte relevante na última decisão, quando diminuiu a Selic de 14,50% para 14,25%.

“A gente não está alongando o horizonte relevante e a gente não pretende fazer isso, foi simplesmente uma situação muito especial que nos levou a chamar atenção para isso nesse conjunto de comunicados”, disse Picchetti, durante entrevista coletiva sobre o RPM (Relatório de Política Monetária) do segundo trimestre, divulgado nesta manhã.

Leia Mais

  • IFI aponta cenário fiscal "desafiador" em próximo mandato presidencial

    IFI aponta cenário fiscal "desafiador" em próximo mandato presidencial

  • Comércio global cresce 0,7% em abril e mostra resiliência apesar da guerra

    Comércio global cresce 0,7% em abril e mostra resiliência apesar da guerra

  • Arrecadação federal bate novo recorde ao somar R$ 266,8 bi em maio

    Arrecadação federal bate novo recorde ao somar R$ 266,8 bi em maio

Na última decisão, o Copom informou que a Selic necessária para levar o IPCA à meta no horizonte relevante, o quarto trimestre de 2027, ocasionaria volatilidade e resultaria em uma inflação abaixo da meta por vários trimestres. Por isso, foram avaliadas trajetórias alternativas, mirando o primeiro trimestre de 2028.

Leia Também:

O diretor acrescentou que o Copom não publica cenários alternativos em momentos como o atual, em que os condicionantes da inflação não têm estabilidade relevante. Hoje, o uso de um expediente como esse limitaria os graus de liberdade do BC e poderia sinalizar uma trajetória de juros que não é considerada a melhor pelo comitê, ele disse.

FONTE/CRÉDITOS: afonsobenites