O governo norte-americano declarou, nesta quinta-feira (28), o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O anúncio ocorre dias após a visita de Flávio Bolsonaro (PL) à Casa Branca, no início da semana, e é visto pela sua pré-campanha como um resultado direto das conversas realizadas em Washington.

Segundo a analista Jussara Soares, no CNN Prime Time, integrantes da pré-campanha de Flávio Bolsonaro estão comemorando a decisão do governo de Donald Trump e planejam utilizá-la amplamente como instrumento de pressão sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito de 2026.

O grupo de Flávio Bolsonaro avalia que a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas tem um peso político maior do que um eventual apoio declarado de Donald Trump à sua candidatura.

Leia Também:

Leia Mais

  • PL comemora decisão americana e diz que é vitória de Flávio

    PL comemora decisão americana e diz que é vitória de Flávio

  • Leia na íntegra o comunicado dos EUA que designou PCC e CV como terroristas

    Leia na íntegra o comunicado dos EUA que designou PCC e CV como terroristas

  • Lula levou a Trump argumentos contra classificar PCC e CV como terroristas

    Lula levou a Trump argumentos contra classificar PCC e CV como terroristas

De acordo com Jussara Soares, aliados de Flávio afirmam que ele viajou aos Estados Unidos, reuniu-se com Trump, com o vice-presidente americano e com Marco Rubio, e retornou com algo concreto que a população desejava: o endurecimento no enfrentamento às organizações criminosas.

A pré-campanha também enxerga na medida uma oportunidade de superar o desgaste causado pela divulgação de áudios que registravam contatos de Flávio com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — episódio que teria contribuído para um distanciamento nas intenções de voto em relação a Lula. Para os bolsonaristas, a decisão norte-americana funciona como uma “bala de prata” para tentar recuperar terreno político.

Governo Lula teria sido surpreendido pela decisão

Jussara Soares destacou que o governo brasileiro havia tentado, durante a visita de Lula aos Estados Unidos, obter uma cooperação para evitar justamente essa classificação das facções como terroristas. No entanto, segundo a analista, o governo não conseguiu avançar nessa cooperação e foi surpreendido pelo anúncio.

Aliados de Flávio Bolsonaro descrevem a decisão como um “cala-boca” ao governo Lula e à esquerda, que até então tentava minimizar a viagem do pré-candidato, caracterizando-a como uma visita sem resultados concretos.

Com o anúncio, o grupo bolsonarista argumenta que Flávio obteve um resultado efetivo mesmo sem ocupar a Presidência da República. Flávio havia declarado, em entrevista à CNN, que Lula havia perdido a oportunidade de tratar o tema diretamente com Trump.

Segurança pública como ponto sensível da disputa eleitoral

A analista ressaltou que a segurança pública é uma das maiores preocupações dos brasileiros e um dos pontos mais sensíveis do governo Lula, que, na avaliação dos bolsonaristas, não conseguiu apresentar entregas efetivas à população nessa área.

Antes mesmo da viagem de Flávio aos Estados Unidos, integrantes de sua campanha já sinalizavam estar aguardando um “grande gesto” de Donald Trump, capaz de influenciar decisivamente a eleição de 2026. A decisão desta quinta-feira é recebida pelo grupo exatamente com essa expectativa.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
FONTE/CRÉDITOS: afonsobenites